04 junho, 2010
Ore como você orou pelo Samuel
Como por aqui também se compartilha as alegrias, recebemos na segunda-feira, 31/05, a visita de Samuel e Romilda aqui na editora. Eles vieram compartilhar a bênção no primeiro dia de oração pelas crianças em situação de risco. Isto não foi uma coincidência. Romilda foi convidada para contar quão importante foram as orações por Samuel e sua família naqueles dias desesperadores (palavras dela). A equipe foi então desafiada: “Ore como você orou por Samuel”.
A Editora Ultimato participa há oito anos do Mutirão Mundial de Oração pelas crianças e adolescentes em situação de risco. Este ano resolvemos orar pelo tema durante uma semana, aproveitando nossos momentos de oração nos intervalos do café. Os pedidos foram afixados em todas as portas da editora, uma forma de deixar a equipe atenta aos temas desta 15ª edição do MMO.
Mas afinal, por que orar como oramos pelo Samuel? Porque o Samuel era um de nós, filho de uma querida colega de trabalho. Porque o risco do perigo e da morte chegou muito perto e por isso oramos com muita fé e afinco. Porque muitas vezes oramos por crianças e adolescentes que sofrem como se eles fossem apenas figurantes desta vida, mas não é assim, o sofrimento é real, o risco é real. São crianças como Samuel que precisam das nossas orações, com toda a fé que for possível.
Encerramos o nosso mutirão no dia 04/06, orando em duplas no nosso jardim de oração.
(Texto escrito para publicação no blog da Editora Ultimato)
29 março, 2010
Quando o sofrimento torna-se estéril
Quando me deparava com pessoas felizes, dispostas e bem-resolvidas eu tinha a ingênua impressão de que elas não sofriam, ou pelo menos não passavam por crises significativas. Aos poucos fui percebendo que todas elas enfrentavam sim dificuldades, e boa parte delas eram mesmo grandes. E aí, passadas as visões heróicas, pude enxergar a humanidade de cada um, sua interessante forma de superação e, especialmente, aprendizado em relação aos dilemas e sofrimentos.
Mas vi também o oposto. Percebi pessoas que realmente passaram por problemas difíceis e grandes sofrimentos na vida. Mas que, por diversos motivos, se fixaram (ao que parece de forma definitiva) em suas dores. A princípio, ao ouvi-las lamentando é inevitável sentir uma grande compaixão por causa de toda aquela dor, mas depois de algum tempo a compaixão tem outro motivo: dói perceber que todo aquele sofrimento se tornou estéril.
Estéril por que no fim de tantas palavras repetidas por tanto tempo não há nenhuma mudança, aprendizado ou guinada no caminho. A vivência de tantas coisas se tornou apenas a razão para mais amargura e insatisfação. E assim, um sofrimento real se perde em discursos vazios e sem fim.
Sei que não posso medir o alcance ou o estrago que o sofrimento pode causar a alguém, não tenho esta pretensão. Mas ao olhar pra mim mesma e para outros exemplos, consigo crer que um novo olhar em relação ao sofrimento é possível e que se não resolvermos caminhar ficaremos perdidos nas palavras, palavras que já nem comovem mais e que não frutificam.
Que Deus tenha misericórdia de mim e me faça ter em meu sofrimento a possibilidade de colher frutos para uma vida mais saudável, pela graça Dele.
10 fevereiro, 2010
A alegria do autoconhecimento
Certa vez, ao conversar com uma amiga já quarentona e cheia de vida, ouvi que sua mãe, esta já com mais de 75, incentivava que as filhas tentassem ao máximo se autoconhecer. E essa dica veio desde que elas eram bem novas. A sábia matriarca dizia que se autoconhecer as ajudaria a lidar com os altos e baixos do humor e da vida, ajudaria até na bendita TPM que atormenta a tantas mulheres. Ele, o autoconhecimento, ajudou a doce matriarca a lidar com um incômoda doença durante muitos anos de sua vida. Esse relato me marcou muito e me incentivou, ainda mais, a encontrar e descobrir detalhes em mim que me ajudariam a caminhar.
Digo tudo isso em meio a um sentimento de paz interessante. Há um mês tenho passado por insônias recorrentes que me deixam extremamente agitada (e sonolenta no dia seguinte) e também "re-encontrei" uma alergia antiga, de fundo emocional, que traz coceiras perturbadoras. Mas, ainda assim, sinto-me tranquila e firme em meus passos. Sinto verdadeiramente que isto, pelo menos em boa parte, é fruto de saber quem realmente sou, das minhas fraquezas, das minhas tendências e da certeza de que terei que serenamente lidar com tudo isto. Nem sempre dá certo, é verdade, mas consigo prosseguir...ah, e isto é uma vitória!
Não quero defender uma postura "em-si-mesmada" da vida, e muito menos uma atitude de autosuficiência. Pelo contrário, quanto mais me conheço, mais vejo o quanto dependo da graça de Deus para poder olhar pra minha alma e ainda assim não desistir. Ainda que o autoconhecimento me traga certa estabilidade e alegria, não é nele, mas sim em Deus que ancoro minhas mãos pra voltar a me equilibrar e caminhar depois de passos trôpegos.
Sou grata a Deus que continua a me ensinar através das coisas corriqueiras da vida e que me ajuda, não sei como, a me alegrar quando mergulho no meu ser e descubro como e quem realmente sou, e assim poder observar a vida com mais clareza e, quem sabe, simplicidade.
01 fevereiro, 2010
Faxina de novo!

Faxina também é vida
Tenho percebido ultimamente o quanto Deus tem me ensinado através das coisas corriqueiras da vida. Esses dias foi a vez de aprender coisas importantes com uma faxina.
O Rev. Elben diretor geral da Editora Ultimato e redator da revista, se encheu de coragem e permitiu que uma parte da equipe Ultimato desbravasse seu escritório e realizasse uma faxina histórica.
Ele precisou ter mesmo muita coragem para permitir que nós limpássemos e selecionássemos o que deveria ser jogado fora. Percebi o quanto isso era ousado quando uma de suas filhas me disse: “os papéis são a vida dele”.
Me encantei com essa capacidade de se “encher de vida” prestes a completar 80 anos. Isso é admirável! Quantas vezes postegamos as coisas porque pensamos ser tarde demais, ou porque não vale a pena recomeçar “a esta altura do campeonato”. Pois com ele é diferente, ainda há planejamento, expectativas e muitas coisas a se viver. Quanta vitalidade!
Confesso que esta abundância de vida é algo que me encanta. É um legado que recebo dos “velhinhos da minha vida” (entre eles incluo minha vó Nilsa) com muita alegria. É por isso que não concordo muito com afirmações do tipo “eles tem a mente jovem” ou “eles não são velhos, ainda são jovens”, acho que não se trata disso. Eles são o que são, tem a idade que tem, mas com uma disposição e coragem diferenciada. É bem verdade que os jovens podem até possuir uma vitalidade natural de sua idade, mas de nada adianta se esta não vier acompanhada de uma postura sensata diante da vida.
Mais uma lição aprendida (pelo menos eu espero): a abundância de vida não está, de maneira alguma, ligada à faixa etária à qual pertenço, mas sim à disposição de vivenciar a graça de Deus em todos os aspectos da vida.
Bendita velhice que abençoa e se deixa abençoar!
26 janeiro, 2010
Faxina Histórica
Em seu escritório havia cerca de 7.000 livros, 50 bíblias de várias versões, centenas de revistas e pilhas intermináveis de papéis que incluíam manuscritos de livros já publicados, lembranças pessoais e de viagens, cartas e bilhetes escritos há vários anos (como a enviada a Zilda Arns em 2001), e-mails impressos, dentre outras coisas. Todos os livros e bíblias foram preservados, mas muitos papéis precisaram ir para o lixo.
Foram sete dias de intenso trabalho. Lenira, secretária do rev. Elben, chefiou uma equipe de sete pessoas que se revezaram neste tempo. A maior dificuldade, sem dúvida, era ter certeza de que o que estávamos jogando fora era ou não importante. Ouvíamos a todo instante as palavras dele: “Estou consciente de que há tesouros indo embora nestes sacos, mas preciso assumir este risco”.
Foi uma faxina histórica pois, além de muitos papéis preciosos que precisavam ser organizados, tratava-se uma permissão voluntária de um senhor apaixonado por seus papéis, mas um pouco incomodado pelo excesso, que precisou fazer um enorme esforço para se despedir deles. Ao longo da faxina ouvíamos comentários como “deixem pelo menos minhas bíblias”, “vocês vão querer me jogar fora também?”, o que tornava nossa tarefa divertida, mas também de grande responsabilidade.
Assim, mais de vinte sacos de lixo e muitas caixas cheias de papéis depois, um excelente resultado: um escritório limpo e organizado e um octogenário (talvez oitentão seja mais apropriado) saudoso pelas preciosidades certamente perdidas, mas feliz e aliviado, afinal, por mais que planejasse, ele não conseguiria “dar uma olhadinha” em tantos papéis.
Ao final da faxina, ele convidou toda a equipe de trabalho da editora para apreciar o feito e nos revelou que este (a organização dos papéis) era um de seus objetivos para 2010. Objetivo cumprido! O rev. Elben começou bem as comemorações de 80 anos de vida abundante. Viva a faxina!
09 novembro, 2009
Reflexão no salmo 1.1
Amém!
04 novembro, 2009
Eternidade
Já chorei muito nessa vida. As vezes tenho a sensação de que choro muito por motivos corriqueiros e pouco por motivos notáveis. Isso faz com que me emocione com uma borboleta azul, mas permaneça quase inabalável em um velório. A verdade é que chorar me faz bem, quase sempre. Alivia o cansaço, dissipa um pouco a dor, externaliza minha alegria.
Quero falar aqui do meu último chôro. Sentada no carro enquanto o Marquinhos dirigia fiquei calada, o que é raro. Eu sentia naquele momento um misto de dor, saudade e alegria... não pude me conter. As lágrimas desciam pelo rosto e eu não sabia se as continha ou se me permitia aquele momento de chôro tão sincero.
Eu havia acabado de sair da casa da Tia Ruth, uma casa que me abrigou nos meus melhores e piores momentos em Caratinga. Lá fui acolhida (e esta palavra resume bem o que vivi ali) como filha e como irmã. Estávamos ali pra um encontro, que pra mim era como um evento - eencontrar minha família adotiva e minhas melhores amigas!
Durou pouco tempo, afinal, eu passaria ali uma eternidade. Por vezes sentia tudo aquilo intensamente, por vezes, me sentia expectadora de um presente que já não é mais tão presente.
E então, precisei me despedir. Dizer "até logo" (que não é tão logo assim) a pessoas que tanto amo. Foi aí que entrei no carro, que veio o silêncio e finalmente as lágrimas. Lágrimas significativas que não me deixam esquecer o quanto amo cada um desses amigos.
O carro não parou, nós não podíamos parar ou voltar... essa é a metáfora da vida, ela continua. Mas tenho comigo mesma um compomisso: vou perseverar para que meus poucos, mas sinceros, laços de amizade permaneçam. No que depender de mim, isso sim durará uma eternidade.
Nota:
Os amigos:
Camila - a irmanzona! ouvido, colo e apoio incondicional para todos os meus desabafos;
Flaviane - diversão garantida! autora das minhas piadas preferidas;
Juliana - nossa manhosa preferida! companhia indispensável;
Micheli - nunca vai! mas sempre está lá...a gente não consegue esquecer dela;
Tamara - meu lado B! 24 horas de convívio podem acabar com uma amizade, no nosso caso... fez ficar eterna.
*Tia Ruth - QUERIDA!!! Como é querida...
*Humberto - o irmão chato! Vive tentando me fazer acreditar que não gosta de mim. Mas eu nunca acredito!
PS: Chorei de novo ao escrever...
25 setembro, 2009
Manhãs de céu azul

Das lembranças que tenho comigo
Guardo com muito carinho
A memória das doces manhãs de domingo
Acordar ao som de cânticos
Trilha sonora de uma manhã memorável
Onde os passos até o templo
Se tornam um caminhar mais que agradável
O sol entra pelas janelas
A comunhão é à luz natural
As crianças sorriem contentes
Em suas brincadeiras, alegrias...seu louvor matinal
O aprendizado é quase sublime
É a base de tudo que sou
Sinto Cristo em tudo, em todos
Uma união que mostra pra onde vou
Saio contente daquelas horas tão ternas
O céu está lindamente azul
À porta vejo todos entusiasmados a conversar
Eis mais uma doce manhã
Manhã que com gratidão vou sempre guardar
24 julho, 2009
Conversa com Diamanso e América
Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente.
Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?
E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho?
Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.
Não te esqueças do dia em que estiveste perante o SENHOR, teu Deus, em Horebe, quando o SENHOR me disse: Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará a seus filhos.
Deuteronômio 4.6-10
Era pra ser uma entrevista, mas, sem sombra de dúvidas, ainda não sei fazer isso; contudo, foi um agradável bate-papo de mais de duas horas.
Diamanso é alagoano, um típico nordestino com aquele agradável sotaque e peculiar entonação na voz. America é paulistana, mas filha de nordestinos. Seu sotaque se remete aos ares paulistas e tem um jeitinho manso e doce de falar.
Eu estava ali com a missão de apresentar o Paralelo 10 a eles, colher suas impressões e de lambuja pedir uma música que falasse a respeito do projeto (idéia da Lora, é claro!). Comecei bem, interrompi o sono do Diamanso, e minha vergonha, que quase nunca aparece, deu as caras. Mas aos poucos fui me sentindo a vontade, afinal, fui muito bem recebida.
Falei bastante sobre o projeto e seus objetivos, mas aos poucos o assunto foi tomando outros rumos, o que foi muito bom. O casal compartilhou histórias marcantes da caminhada deles no serviço ao próximo, compartilharam dificuldades do caminho e falaram de como há uma grande necessidade de vivenciar um fé verdadeira para não desanimar.
Muitas palavras me impactaram ali, especialmente a preocupação daquele casal em não deixar que se perca a real motivação da missão integral. Se não acreditamos na centralidade da cruz de Cristo não passamos de cidadãos levantando a bandeira que está na moda, a da justiça social. Mas qual é o nosso referencial? Porque somos diferente? Nesta resposta reside o significado do que fazemos. Será “trabalho social” ou “missão”? A preocupação da América é mais que relevante, ela alerta para um perigo: “Quando o reino de Deus é a chave hermenêutica há uma tendência de incluir tudo dentro do reino, cabe de tudo, mas quando a cruz de Cristo é a chave hermenêutica apenas Ele cabe ali.”
Falamos de como valores tem sido invertidos. As causas tem sido mais defendidas que o milagre da transformação real que Cristo pode efetuar. Por vezes, levantar a bandeira da salvação acima que a da defesa de direitos pode ser motivo para a acusação de fundamentalismo.
Mas voltando ao nosso foco, norte e nordeste, Diamanso disse achar importante um projeto que desperte a questão da missão integral. Segundo ele o nordeste se sobressai por sua arte, e talvez seja o tempo de incentivar os “artistas-missionários”. O problema é que estando no nordeste tais pessoas não aparecem, as vezes não aparecem o suficiente para sua própria sobrevivência, o que faz com que muitos deles tenham que se voltar para o eixo Rio-São Paulo. Eis o nosso desafio, evidenciar tantos talentos e iniciativas escondidas nas regiões norte e nordeste.
A tarde foi muito agradável! Ainda tive a coragem de cantar uma música que fiz sobre missão integral (é, na frente do Roberto Diamanso, loucura, eu sei!) O texto de Deuteronômio foi lido pelo Diamanso no começo da conversa e simboliza pra mim o resumo de tudo o que conversamos ali. Saí dali inspirada com aqueles exemplos de vida cristã.
15 julho, 2009
Com lágrima nos olhos
Em ritmo acelerado ou pacato, somos sempre tentados a vivenciar apenas nossa realidade, nossas circunstâncias e nossos desafios, tudo aquilo que está por perto. É sempre mais fácil lidar com o visível ou tangível.
Mas meu trabalho é baseado na distância. Moro em Viçosa, MG, e coordeno um projeto para pessoas do Norte e Nordeste do Brasil. Minhas atividades exigem fé, aquela bíblica, a certeza do que não se vê. Contudo, em alguns momentos Deus com graça nos permite ver reflexos, reações que nos trazem alegria ao coração. Seja nas palavras daqueles que nos escrevem agradecidos em receber os materiais do projeto, seja na voz daqueles que pelo telefone compartilham as dificuldades do sertão ou da floresta longínqua. São momentos de alegria, surpresa e gratidão.
Mas um desses momentos foi especial. Ao conversar com Alexandre, paraense de Marabá em sua vinda à Viçosa (há mais de 2.500 km de sua cidade) pude ouvir com alegria seu envolvimento com a missão integral, sua certeza ao abraçar a proclamação do reino de Deus e seu “muito obrigado” dito com lágrima nos olhos. Emocionante!
Sai do CEM (Centro Evangélico de Missões) maravilhada! Caminhando em direção ao escritório da Editora Ultimato orei a Deus também com lágrimas nos olhos. Agradeci pela maravilhosa graça que me alcança aqui e alcança a tantos irmãos espalhados pelo mundo, por Cristo Jesus o elo que une tantas pessoas na mesma missão, pela esperança que nos motiva no caminhar e pelas belas tardes de inverno em Viçosa.
É bom saber que Deus é o supremo autor da história, seja perto ou seja longe, Ele inspira, anima, alegra e cuida dos que são seus.
12 junho, 2009
Conversa entre nós
Ivny:
Marquinhos:
21 maio, 2009
Vejo o mal pela janela!

Em uma das minhas últimas insônias me levantei rapidamente por causa do barulho dos motores acelerados. Era mais que quatro da manhã, e eles estavam em pleno “racha”. Aquele barulho, a sensação de perigo, a irresponsabilidade, a confusão… tudo aquilo me trazia um sentimento de muita angústia.
A cena me lembrava um acontecimento de anos atrás, quando acordei assustada e fui para a janela por causa do barulho de uma briga. A briga foi feia e a sensação de ver o mal tão de perto me apavorava, a janela parecia uma moldura para coisas ruins das quais eu preferia (e ainda prefiro) não me aproximar.
Mas uma percepção mais atenta me faz reconhecer que nem sempre o mal está lá fora. Vejo o mal aqui, bem perto. O mal está em mim! É inato e anterior… anterior às janelas, sentimentos e percepções. Poderia ser eu a pessoa lá fora a extravasar o ódio em alguém, a por em risco a vida de pessoas inocentes, pois o mal está aqui e também luta por seu lugar ao sol.
Contudo, eis uma força capaz de conter, de moldar, e esta força não vêm de mim. É que Cristo não nos deixou órfãos, seu Espírito age constantemente entre os arrependidos e por meio desta atuação mais que misericordiosa somos transformados, nossa maldade é vencida pela bondade divina. Eis a promessa:
E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.[1]
Há uma canção que resume o que quero dizer:
Não fosse o Senhor em nosso favor
Quando o inimigo
Veio pra nos vencer
Iríamos perecer
Iríamos desaparecer
Ao passarem sobre nós
Muitas águas...
Mas, tão certo como o sol
Nasce a cada amanhecer
Deus renova em meu viver
Misericórdia e amor[2] Olho da janela mais otimista! A ação do Espírito de Deus nos traz esperança, esperança pra mim e para todos os outros. Não fosse o Senhor…
1 - Evangelho de João, capítulo 14, versículos 16 e 17
2 - Misericórdia, música de Jorge Camargo e Guilherme Kerr
30 janeiro, 2009
Emaranhado mental!
Os pensamentos continuam em seu trabalho árduo e ininterrupto.
É hora de descansar!
Olhos fechados, tudo pronto.
Contudo, os pensamentos continuam em seu trabalho árduo e ininterrupto...
Ora, mas é tarde! É hora de descansar... há aqui um corpo e uma mente ávidos por sossêgo!
Mas os pensamentos permanecem no labor.
"Tudo bem! Já que todo o resto está a vosso bel-prazer, ó pensamento, ficaremos aqui aguardando o vosso imprevisto mas, possível cansaço."
O tempo corre, a noite é ainda mais curta...
E eis uma esperança, os pensamentos se cansam.
Ora! Já não era sem tempo!
Sol?! Ué, já amanheceu?
* Confissões de uma noiva com o casamento bem próximo. rs
22 janeiro, 2009
Eu me rendo

Me rendo à redenção!
Rendida aos pés da cruz os significados são vívidos
A procura obscura torna-se clara e com razão
...sem rendição os resultados são vazios
A constante busca pelo auto conhecimento pode embriagar a consciência da dependência de Deus.
Por isso me rendo!
Me rendo ao Único que pode me redimir e fazer com que tudo isso não seja correr atrás do vento!
16 dezembro, 2008
Vivendo a missão... a missão integral
Vamos anunciar o Reino de Deus
Juntos proclamar a salvação
Falar do amor e da justiça
Seja ao homem da floresta ou do sertão
O evangelho pode salvar a todos
Trazer Justiça e libertação
Transformando a vida... e a vida toda
Não somente a mente ou o coração.
Assim se muda a vida dentro de casa
E a vida com o irmão
O jeito de olhar para a realidade
E o jeito de viver em comunhão
Firmados no poder do Espírito Santo se vai
Abraçando os princípios do reino do Pai
Repetindo a mensagem da salvação
A mensagem que muda nossos pés de direção
25 novembro, 2008
recebi um recado que gostei muito...
18 novembro, 2008
O título? Descubra!
e não há saída
vez após vez
meus pés são obrigados a caminhar nos trilhos da confusão
tanto daquilo já enterrado retorna... de forma obrigatória
ah! sinto-me aprisionada!!!
e não adianta dizer que a chave está em minhas mãos
é verdade, eu consigo abrir a porta, mas nunca sair definitivamente
até que...
naturalmente chegue a hora
e aí eu não seja mais obrigada a me equilibrar sobre esses trilhos
é hora de recolher os cacos!!!
31 outubro, 2008
Vivo o desafio de servir plenamente a um Deus que é plenamente relacional.

Nestes últimos séculos me senti segura e protegida. Não feri e não me feri. De leve, mandava notícias de dentro do meu casulo e me continha... assim, não corria riscos, nem corria muito...não sentia medo, nem dores...
Mas na ‘neutralidade’ também não se pode compartilhar alegrias, sorrisos, besteiras...
Senti saudade! Saudade de re-experimentar a alegria de ter amigos!
Percebi que parte da construção do meu eu estava paralisada... a parte construída por meus relacionamentos (é, tem uma exceção! Uma valiosa exceção!).
Resolvi sair!
Abri de leve a porta da frente e dei apenas um passo.
Revi de longe aquela alegria que há séculos não encontrava.
Não andei mais, não tive coragem.
Não me expus totalmente... mas fui totalmente exposta a uma enxurrada de sentimentos de amigos, amigos que sempre estiveram ali, à minha porta...
E foi bom!
Apesar de nenhuma exposição evitável... sempre há a exposição inevitável...
E volto a viver o desafio de servir plenamente a um Deus que é plenamente relacional
Pois volto a viver o ciclo dos relacionamentos...
Volto a experimentar a alegria, mas também a dor.
Sinto o prazer de ser amada e o desprazer de ferir...ser ferida...
Agora ainda estou à porta!
Paralisada...
Com uma gigantesca vontade de voltar, fechar a porta e viver por mais alguns séculos a neutralidade.
Mas não vou voltar!
Vou ficar por aqui, parada na porta, enquanto tomo fôlego pra dar mais um passo...
Vivo a esperança do dia em que meus olhos serão melhores. Do dia em que direi (e viverei) com alegria o fato de que, nem as feridas, nem as dores, nem a morte... nada disso diminui o privilégio de ter amigos de verdade.
*Esse texto é para os perseverantes que não desistiram de ser meus amigos. Especialmente ao meu irmão.
29 outubro, 2008
outras exigências
a criatividade calada
a audácia amordaçada
a coragem amendrontada
a realidade iludida
mas é um novo dia!
amanheço em outro momento, com outras necessidades... outras exigências
o sol me parece quente... tórrido
ainda estou na sombra
olho o horizonte
por vezes ensaio caminhar
mas me parece que a criatividade ainda é calada...a audácia.... enfim...
queria que tivesse outro fim
... mas ainda não é o fim...

